Albert Einstein
Gostamos de aprender com aqueles que são maiores do que nós. Por isso, elegemos Albert Einstein, como mentor do  ATLAS do SABER. A sua  vida e pensamento constituem para nós um exemplo da afirmação dos valores que defendemos e praticamos.
Nascido em 1879, em Ulm, no Reino de Wurtenberg, no Império Alemão (hoje Alemanha)  e falecido em 1955, em Princeton (New Jersey) nos Estados Unidos, Albert Einstein foi o maior físico do século XX e um dos maiores da história da ciência. Tornou-se mundialmente conhecido pela sua Teoria da Relatividade Geral e recebeu o Prémio Nobel da Física em 1921. No final do século XX, a prestigiada revista norte-americana Time escolheu-o como "a pessoa do século", justificando que Einstein encarnava tudo o que de melhor tinha acontecido no século XX.

Considerado hoje por toda a gente como um verdadeiro génio, desses realmente raros, Einstein foi, ao longo da sua vida um exemplo de como a genialidade é afinal a face visível de muito trabalho, muito esforço e muita persistência.

Os seus pais dificilmente poderiam imaginar que aquele rapazinho tímido e arredio, que aos três anos ainda tinha problemas com a fala, se viria a tornar num dos maiores cientistas do século. Na escola, revelou-se desde o início um aluno mais lento que os outros, sobretudo na resolução de problemas, mas como era persistente e disciplinado, acabava por ter boas notas. Já cientista famoso, ficou célebre a sua resposta a um estudante que se lamentava das suas dificuldades a matemática: "Não se preocupe com as suas dificuldades a matemática. Garanto-lhe que as minhas ainda são maiores".

Desde a adolescência, a Matemática foi a sua paixão, a par com a música e a filosofia (tinha 13 anos quando leu  a Crítica da Razão Pura, de Kant e descobriu as sonatas para violino de Mozart, as quais, segundo os seus próximos, tocava maravilhosamente)
Albert Einstein provou sempre que era capaz de ultrapassar as dificuldades. Da primeira vez que se candidatou à
ETH Zurich (Eidgenossische Technische Hochschule) reprovou no exame de admissão, embora tenha obtido notas excepcionais a Física e a Matemática. Preparou.se durante um ano e, à segunda tentativa, conseguiu entrar.
Depois de ter terminado a sua formação em Física, candidatou-se a lugares de assistente em várias universidades suíças e alemãs e foi recusado. Foi então trabalhar para o Instituto de Registo de Patentes, em Berna, como assistente de terceiro nível.

A sua primeira tese de doutoramento, em 1901, foi recusada pela Universidade de Zurich. Obteve finalmente o doutoramento quatro anos mais tarde, em 1905, e nesse mesmo ano publicou quatro artigos fundamentais para a Física moderna, entre os quais aqueles em que enunciava os princípios da Teoria da Relatividade Geral. Por causa desses artigos de Einstein, o ano de 1905 ficou conhecido como o Annus Mirabilis (Ano Maravihoso). Exactamente um século mais tarde, 2005 seria celebrado como o Ano Internacional da Física, em homenagem ao Annus Mirabilis de Einstein.

Albert Einstein ganhou todos os mais importantes prémios de ciência, incluido o Prémio Nobel da Física, em 1921. O investigador que um dia vira recusada a sua tese de doutoramento, trabalhou em várias universidades e institutos de pesquisa na Suiça, Alemanha e Checoslováquia. Em 1933, depois da tomada de posse de Adolf Hitler como chanceler, fixou-se nos Estados Unidos, para escapar às perseguições nazis (era judeu), aceitando um convite da Universidade de Princeton. Trabalhou e viveu aí até à sua morte em 1955.

Como acontece com todos os grandes homens, a vida de Einstein oferece-nos muitas lições. A mais importante das quais é talvez aquela que nos ensina que devemos sempre persistir naquilo que queremos, que nunca devemos desistir conquanto estejamos convencidos das nossas capacidades e que temos que aprender a ir além dos nossos limites.
Mas, acima de tudo, Albert Einstein ensinou-nos que devemos manter a mente aberta à eterna maravilha do mundo. Como ele disse: "A coisa mais bela que podemos experimentar é o misterioso. É a fonte de toda a verdadeira arte e de toda a ciência. Aquele para quem esta emoção é estranha, que já não consegue parar para se maravilhar e se deixar arrebatar, está como morto: os seus olhos estão fechados."